Rebecca’s Diary em português no REViP


É isso, galera. Demorou, mas enfim o nosso primeiro projeto de tradução ficou pronto. É com muito orgulho e satisfação que trazemos até vocês, fãs brasileiros de Resident Evil o Diário da Rebecca totalmente traduzido para o português (com exceção dos créditos, onde não há necessidade). E ainda tem muito mais para ser feito, o Diário da Rebecca é a apenas o começo. Temos diversos outros files ilustrados em vista no nosso projeto, porém, sendo apenas nosso colaborador Hunk Revil e eu nessa empreitada o processo segue meio devagar, pois ambos temos nossos compromissos cotidianos e usamos nosso tempo livre desenvolvendo algo com capricho para os demais fãs de Resident Evil assim como nós. Esse file, apesar de simples, com poucas páginas (coisa que os fãs leem em 20 minutos) me levou alguns dias para ficar pronto, pois o processo de tradução exige digitar o texto todo original e depois traduzi-lo e adaptá-lo para o nosso idioma e isso leva um bom tempo. Além disso, tenho muito a agradecer ao Hunk pela edição das imagens, coisa não muito fácil, ainda mais trabalhando em parceria de um cara chato como eu, que fica “Oh, vamos mudar essa expressão, o texto fica melhor assim” e o Hunk “Mas eu já editei essa página, teria de fazer tudo de novo, não podemos colocar uma nota explicando?” e eu novamente “Fica melhor se colocarmos assim, você consegue editar em dez minutos” e então eu em seguida “Puxa, essa margem não está como as das outras páginas, é preciso que deixe tudo padronizado, tem como arrumar?” e o Hunk “Ok, ok.” rs. Enfim, nem sei se o Hunk encara a empreitada de trabalharmos na produção de um projeto muito maior porque eu sou osso duro de roer mesmo, mas não apenas na questão Resident Evil, eu sempre fui detalhista, metodista e perfeccionista em tudo que trabalhei até hoje, sou o tipo de pessoa que gosta da qualidade acima de tudo e foi com esse capricho que nós dois trabalhamos nesse projeto.
Mas enfim, eis com vocês nosso primeiro projeto finalmente concluído. Claro que depois de ler o Diário da Rebecca parece bem simples, acredito que algumas pessoas poderiam estar esperando um detonado do game que ela protagonizou ao lado de Billy Coen, mas não é. Pensem que no meio daquela tensão toda, ela escreveu brevemente o que conseguia e já é de grande interesse, pois seu diário se encaixa no roteiro principal de Resident Evil, considerando que ela não menciona a fuga do prisioneiro Billy, dando a entender que ele morreu. Lembrem-se de que na verdade Billy não morreu no acidente, mas Rebecca disse que relataria aos superiores que ele havia morrido para lhe dar uma segunda chance de começar uma nova vida em algum lugar e o diário sugere que ela fez exatamente o que havia prometido.
Boa leitura, amigos e fãs de Resident Evil. Em breve voltamos com novidades.



Dan Yukari – Administrador do blog.

Claire Redfield de volta à Resident Evil? Bom ou ruim?

Às vésperas da E3 um boato não confirmado tem rodado as redes sociais: o anúncio sobre a produção de Resident Evil 7. Eu, na minha opinião, sem bases fundamentadas em nenhum link sólido que confirme, acredito em um dos boatos que ouvi lá atrás, há muitos meses quando começaram as críticas contra Resident Evil 6, de que o novo título, já numerado, Resident Evil 7, já estaria em produção desde aquela época. Não duvido que eles já tenham material para divulgar, mesmo que seja um breve trailer, o que eu duvido é que a Capcom irá se manifestar com algum título de Resident Evil antes de The Evil Within ser anunciado, antes de ver o impacto do novo jogo do Mikami sobre os fãs do chamado Survivor Horror pelo mundo. Enfim, o que podemos fazer nesse caso é aguardar e esperar por boas notícias.
Acerca desses boatos sobre o anúncio de Resident Evil 7 surgem os boatos sobre o enredo e personagens presentes e uma desses boatos tem causado alvoroço em grupos e fóruns criados por fãs pela net, o retorno de Claire Redfield. Tudo não passa de boato considerando que a Capcom não se posicionou sobre nada, principalmente sobre Claire em um novo jogo, uma vez que o arco em que ela participou teve começo, meio e fim e ela não mais foi mencionada na história do jogo. Mesmo assim, fãs por todo o mundo se posicionam à respeito do assunto.


Eu, particularmente, sou contra o retorno da personagem por razões bastante simples, entre elas, o fato de que a Claire que os fãs tem na memória é aquela menina inocente de mais de uma década atrás. Vamos lembrar que Sherry era uma criança em Resident Evil 2 e retornou adulta e como agente em Resident Evil 6, ou seja, a Claire que era quase uma adolescente em Resident Evil 2 está uma mulher formada e muito diferente hoje, e ela pode ser amada como a Sherry ou pode não ser o que os fãs esperam. Isso sem mencionar que Resident Evil, desde seus primórdios é um jogo focado em personagens militares. Claire surgiu em Resident Evil 2 porque estava à procura de seu irmão Chris e depois em Resident Evil Code Veronica novamente em busca de seu irmão. Sua participação no filme Resident Evil Degeneration mostrou uma ativista que lutava de forma pacífica, sem armas, na base de protestos e mais, mostrou claramente que a mesma continuava sendo uma civil sem envolvimento com militares.
Com base nessas questões, eu fiz uma pergunta à alguns amigos e cá estou compartilhando com vocês as respostas e opiniões colhidas em minha pesquisa. Eis a pergunta:

"Acerca dos boatos sobre o retorno de Claire Redfield em resident Evil 7, como você espera que a personagem esteja hoje, 16 anos depois do fim de Raccoon?"

Acredito que Claire ainda faça parte da TerraSave, dando auxílio às vítimas de incidentes bioterroristas. Além disto, ela manteve uma relação muito próxima com Sherry, como a de uma irmã mais velha ou até uma mãe substituta.” - Monique Alves (Resident Evil Database - site).

Tá na cara que ela não será a mesma, ele deve ter mudado muito, acho que ela tem uma família, namorado e tal. Ainda na Terra Save, e não querendo usar armas, não consigo ver ela trabalhando na BSAA ou sendo uma Policial. Pra mim ela sempre foi uma civil, que só surgiu na franquia por causa do irmão e que a história dela já tem começo, meio e fim.” Michael Pereira (Órfãos do Resident Evil SAC – grupo de fãs de Resident Evil no facebook).

Eu acredito que a Claire não está mais combatendo o Bioterrorismo nem nada do tipo. Acredito que ele tenha formado uma família e esteja morando em um lugar que ela saiba que é seguro, e quem sabe ela já até seja mãe.Ozeias Monteiro (Resident Evil Vicia – página de fãs de Resident Evil no facebook).

Ela provavelmente estaria mais madura, um pouco mais experiente e, como eu vejo, ainda estaria treinando, como forma de se precaver caso algo desse errado. Ainda veria duas possibilidades para sua carreira: uma seria ela ter tomado a frente da ONG, sendo uma espécie de líder, conseguir fundos e realmente ajudando as vítimas de bioterrorismo. Outra seria ela percebendo que, na ONG, estando do lado de fora da guerra, ela talvez estivesse mais atrapalhando que ajudando, e, numa mudança drástica, decidisse assumir um papel mais direto e entrasse como recruta na BSAA ou outra organização militar, dada sua experiência prática com o bioterrorismo.Reuel Lima (Resident Evil World – site).

Não vejo ela muito diferente do que foi visto em Resident Evil: Degeneração, uma Claire engajada na Terra Save. Um mulherão de 35 anos, ainda mais sexy com o passar dos anos.Joselton Freitas (Residevil – blog sobre Resident Evil).

É isso aí, pessoal, tem muitas e muitas opiniões diferentes, Claire Redfield é uma das personagens “misteriosas” da franquia, com poucas participações e mais lacunas do que esclarecimentos sobre sua pessoa. A maior parte dos “fatos” sobre ela estão envoltos em opiniões pessoais dos fãs que a citam. Enquanto alguns veem uma mulher com sonhos de ter alguém ao seu lado, uma família e até mesmo um filho, outros sonham com uma civil totalmente fora dos padrões comuns da sociedade (mesmo a americana, que é acostumada a aprender a atirar e viver armada por sua própria cultura, pois ainda assim a maioria das mulheres ainda quer mesmo um marido, família e filhos), destemida, ousada e guerreira como o irmão militar. Se ela vai voltar ou não no(s) próximo(s) jogo(s) da franquia é um mistério que só a dona dos direitos pode revelar e até lá cada fã fica com os seus desejos, sonhos e pensamentos sobre o futuro de Resident Evil.

Dan Yukari – Administrador do blog.

Personagens abandonados pela Capcom em Resident Evil


 Não é de hoje que sabemos que os jogos de Resident Evil trazem sempre novos protagonistas a cada numeração, ou mesmo em seus títulos de fora da linha principal. Outra coisa que sabemos é que, embora os primeiros jogos da série fossem apenas para um jogador, é provável que desde o início essa nunca tenha sido a vontade de seus criadores. Isso porque os consoles sempre tiveram dois joysticks e os jogos com maior sucesso sempre ofereceram a possibilidade de se jogar em dupla (vide os grandes sucessos anteriores a Resident Evil em Mario, Sonic e Street Fighter, por exemplo, onde cada qual de seu jeito permitia mais de um jogador se divertindo ao mesmo tempo). Resident iniciou com dois grupos de personagens logo em sua primeira história, times Alpha e Bravo dos S.T.A.R.S., dos quais uma dupla era disponível para ser controlada pelo jogador. No jogo seguinte da série a gama de personagens reduziu-se muito, mas ainda fora mantido o sistema de dois personagens disponíveis para o jogador. Em Resident Evil 3 apenas um personagem era disponível, mas RE3 foi feito em cima do sucesso arrebatador de RE2, que era na época um dos jogos mais vendidos da empresa e visando isso, a Capcom pretendia ganhar mais e mais e usou o jogo para “explicar” coisas que não havia mencionado sobre o fim dessa saga em RE2. Resident Evil Code Veronica introduzia um único personagem por vez, não oferecendo também a possibilidade de escolher com qual começar, mas assim como em RE3, durante a trama o jogador assumia o controle de outros personagens na história.
RE0 quase remete-se aos dois primeiros, permitindo o controle sobre dois personagens na história, podendo escolher qual controlar, mas diferente dos dois originais, nesse jogo o jogador controlava Billy e Rebecca ao mesmo tempo, alternando à vontade entre eles durante a partida. Ainda que isso não ofereça qualquer suporte para se jogar com outra pessoa, essa foi uma das escolhas mais inteligentes feitas nos primeiros jogos da franquia de Resident Evil.
Os jogos seguintes trouxeram dezenas de novos personagens entre heróis e vilões, fossem eles protagonistas ou meros coadjuvantes, permitiram que dois jogadores jogassem ao mesmo tempo na mesma história e fizessem tudo que bons parceiros podem fazer. No criticado Resident Evil Operation Raccoon City, na campanha principal seis personagens com habilidades muito diferentes estão disponíveis e quatro deles podem integrar um time seja jogando solo ou com outros amigos. Resident Evil Outbreak também trouxe diversos personagens à disposição em diversas missões diferentes e Resident Evil 6 apresentou três duplas e uma campanha com a espiã Ada Wong solo (vamos ignorar a idiotice do “Agente” na campanha em dupla dela).
Enfim, após essa breve recordação da evolução de personagens nos jogos de Resident Evil, vamos ao que interessa. O que todos eles tem em comum? Acertou quem disse os bons e velhos personagens sumidos. Isso mesmo, aqueles que terminam um jogo ou desaparecem e não surgem nos demais nem é explicado o que aconteceu com eles. A explicação para isso é bem simples e embora muitos jogadores não aceitem, é a verdade mais lógica. Resident Evil não é uma novela ou seriado, não é preciso explicar detalhadamente tudo sobre cada personagem ou sobre os detalhes da vida de cada um. Como um jogo, a atenção é focada ao jogo em questão, não aos anteriores e apenas a ligação principal entre eles é mencionada. Mesmo assim, alguns personagens simplesmente ficam na nossa cabeça e como fãs, ficamos pensando no que aconteceu com esse ou aquele qual sentimos alguma afinidade. Apenas citando, selecionei alguns aqui e vou expor meu ponto de vista sobre eles, lembrando que como a Capcom não apresenta nenhuma confirmação oficial, o que eu vou citar é apenas meu ponto de vista.

~ Billy Coen: Billy era um tenente da marinha americana condenado pelo assassinato de 23 pessoas durante uma missão na África. No dia em que seria executado o mesmo estava sendo transportado por oficiais pela floresta Arklay, nos arredores de Raccoon, quando o veículo em que estava é atacado por estranhas criaturas. Os oficiais que o acompanhavam foram mortos pelas criaturas enquanto Billy aproveitou para escapar. Fugindo em meio à floresta o mesmo escondeu-se no trem Ecliptic Express, onde o terror daquele dia apenas continuaria. O trem acaba sendo infestado pelas criaturas e o mesmo se encontra com a jovem médica da equipe Bravo dos S.T.A.R.S. e ambos colaboram entre si para ficarem vivos. Billy não fala muito sobre si, mas Rebecca logo percebe que o homem com quem ela interage e as acusações contra ele não fazem sentido. Ambos acabam indo parar em um Centro de Treinamento para Funcionários da Umbrella que na verdade escondia muito mais segredos do que aparentava. Depois de muito sufoco ambos conseguem sobreviver aquele dia de horror e perigos. Nesse interim, Billy revela os motivos de sua condenação e Rebecca finalmente entende que ele era realmente inocente. No final, quando estão livres, cada um segue seu caminho e Rebecca diz que reportará aos superiores que ele está morto, lhe dando assim uma chance de recomeçar sua vida. Billy se despede e segue seu caminho. Nesse ponto sabemos que Billy estava nos arredores da floresta de Raccoon. Ele tinha poucas armas e pouca munição e para quem se lembra bem da cena de introdução de Resident Evil 1 e também dos eventos do cenário do hospital em Resident Evil Outbreak, a floresta estava condenada, com cérberus, zumbis e outras mutações como plantas e até mesmo insetos. Billy teria sobrevivido à isso sozinho e sem ter onde se esconder? Tudo o que sabemos é que ele sobreviveu, pois a Capcom afirma isso, mas não diz como. O mais provável é analisarmos o cenário de um modo geral. Os primeiros casos de assassinatos por mutilação que levaram os S.T.A.R.S. para a mansão foram nos arredores da floresta, o que sugere que caçadores e lenhadores provavelmente morassem naquelas redondezas, afinal, havia até mesmo um hospital ali, certo? E se haviam pessoas morando no local, também haviam estradas de acesso. Não seria impossível que Billy tivesse se encontrado com alguém ainda não infectado e escapado da região. Sendo um fugitivo da justiça e já tendo vivenciado os eventos que quase levaram sua vida e a de Rebecca não seria surpresa também se ele tivesse se afastado de Raccoon o mais rápido possível, antes que a cidade fosse removida do mapa. Com suas habilidades, Billy só precisaria mudar de nome e teria como trabalhar em qualquer lugar do mundo, talvez usando seus dotes militares como segurança ou mesmo mercenário ou até mesmo levando uma vida comum como um estivador ou coisa parecida. Enfim, ele sobreviveu, não sabemos como, mas sobreviveu e nunca mais foi visto, provavelmente nunca mais tendo se envolvido em outro incidente com armas biológicas. Se estiver vivo, Billy tem hoje 42 anos.

~ Rebecca Chambers: Rebecca era a jovem médica dos S.T.A.R.S. Sempre achei meio confuso e estranho uma garota de 18 anos já ser médica e ser militar e fazer parte de uma equipe tática especial de resgate. A idade de Rebecca está mais para quem mal saiu da escola e está apta para alistamento, mas ela é muito mais que isso em seu profile, pode-se dizer que Rebecca é um pequeno gênio e se a Capcom afirma isso então ela é. Opiniões à parte, a jovem médica estava em sua primeira missão em campo quando envolveu-se em dois casos de incidente biológicos consecutivos. Ela estava com a equipe Bravo que havia sido enviada para verificar a mansão Spencer quando o motor do helicóptero falhara, forçando-os a um pouso de emergência na floresta Arklay envolvendo-a assim nos eventos que se seguiram em Resident Evil Zero ao lado de Billy Coen. Mais tarde a jovem seguira para a mansão, onde toda sua equipe morrera e ela fora a única sobrevivente. Trabalhando em equipe com Chris Redfield em alguns momentos a jovem sobrevivera junto do mesmo e de Jill Valentine. Depois do incidente da mansão nada mais é mencionado sobre Rebecca e ela volta a ser mencionada apenas em Resident Evil Archives, onde diz que ela está viva. Em Resident Evil 2 é possível encontrar uma foto dela na sala dos S.T.A.R.S., mas nada que fale sobre sua localização. Que Rebecca escapou de Raccoon é um fato, mas como e para onde foi é um mistério que provavelmente a Capcom não teve preocupação em revelar. Dado o sumiço da jovem é provável que ela tenha deixado o perfil militar de lado e com suas outras qualidades tenha seguido sua vida como médica em algum lugar, afastando-se do mundo que a aterrorizou no passado. Se estiver viva hoje, Rebecca tem 34 anos.

~ Carlos Oliveira: Carlos era um dos membros da U.B.C.S., a equipe de mercenários “descartáveis” enviada pela Umbrella para procurar por possíveis sobreviventes de seu interesse e resgatá-los em Raccoon. Após ver sua equipe dividida e os membros veteranos mortos, Carlos se une a Jill Valentine em alguns momentos para sobreviver ao caos que havia se instalado na cidade. Após o ocorrido Jill escapa da cidade e se une à B.S.A.A. e todos sabem o que aconteceu com ela depois disso. Já Carlos entrou para a lista dos desaparecidos. É importante lembrar que Carlos, antes de se tornar um agente da U.B.C.S. era um condenado sem chances de ser perdoado por seus crimes, após seu antigo grupo de guerrilha na América do Sul ser totalmente dizimado e ele ser um dos capturados com vida. A Umbrella, vendo o potencial do soldado, especialista em armamento pesado e veículos de combate o recruta para integrar a U.B.C.S., mas o mesmo acaba aceitando mais por não ter outras opções que por concordar com o ideal da empresa. O mais provável sobre Carlos é que após escapar de Raccoon, ao se ver livre o mesmo tenha fugido e trocado de nome, correndo atrás da chance de uma nova vida, fosse através de seus dotes militares ou não. Assim como Billy e Rebecca, dado seu sumiço, é bem possível que o mesmo tenha desistido de sua vida como militar, seguindo para algum lugar onde pudesse recomeçar, longe de ameaças que colocassem novamente sua cabeça a prêmio. Se estiver vivo, Carlos tem hoje 37 anos.

~ Nicholai Ginovaef: Tudo bem, eu sei que é nesse momento que vão começar a fazerem bonequinhos de hoodoo pra mim e também a procurarem um Death Note aí pra escreverem meu nome, mas lá vai. Nicholai pra mim é um vilão simplesmente perfeito, muito mais cruel que vários outros que aparecem na franquia e com o qual simpatizo muito mais que com o poderoso e falecido Albert Wesker. Nicholai apareceu pela primeira vez na equipe da U.B.C.S., liderada por Mikhail Victor sob o pretexto de salvar inocentes do caos que se instalava na cidade de Raccoon. Ponto. É aqui que acabam as mentiras e começa o personagem. Na verdade o mesmo tinha uma missão muito mais importante que qualquer um ali. Nicholai era um agente enviado pela Umbrella infiltrado na equipe da U.B.C.S. com o objetivo de reportar dados à corporação sobre os confrontos da U.B.C.S. com B.O.W.s que estavam espalhados pela cidade. É o próprio Nicholai quem reporta à Umbrella que a cidade está tomada por zumbis e que a culpa provavelmente é do cientista William Birkin. Nicholai acaba sendo encarregado de eliminar as provas contra a Umbrella e destrói o hospital e a Universidade de Raccoon. Ele também planta bombas em zumbis para usá-los como armas e mata o piloto do helicóptero que vinha resgatar a equipe Deltha, mais conhecidos como esquadrão Wolfpack. Ele ainda confronta o time de mercenários de elite mais de uma vez e após reportar à Umbrella que Chris e Jill pretendiam divulgar na mídia as provas que haviam descoberto sobre a corporação é encarregado de segui-la e eliminá-la também. Tomando posse de um helicóptero o mesmo a encurrala em um prédio e atira com as metralhadoras contra ela diversas vezes, que se esconde e sobrevive. Sabendo do míssil nuclear que vinha em direção da cidade, o mercenário decide deixá-la para trás e foge, afinal, ele só queria a cabeça dela para aumentar sua própria recompensa. Nicholai fora treinado anos antes na Ilha Rockfort por Hunk ao lado de Vector do esquadrão Wolfpack e aparentemente todos os três sobreviveram ao caos em Raccoon. Dias depois da dizimação da cidade Nicholai envia os dados coletados à Umbrella, confirmando que sobrevivera e depois disso nunca mais se ouve falar dele. Considerando suas grandes habilidades e seu prazer por caçar e matar é improvável que o homem conhecido como Silver Fox tenha deixado o mundo militar. Duas possibilidades se resumem para ele: uma, caso a Umbrella ainda tenha resquícios pelo mundo, ele ainda é um agente da corporação e outra, no caso da Umbrella ter realmente sido extinta, o mesmo serve como mercenário à quem puder pagar por seus serviços, que com certeza não são baratos. Se estiver vivo, Nicholai tem hoje 51 anos.

~ Hunk: Hunk é meu segundo vilão preferido na franquia. Há quem não o considere um vilão, mas se engana. Antes de seguir em missão a serviço da Umbrella, Hunk treinou durante dois anos na Ilha Rockfort. Ele também treinou dois dos agentes mais sanguinários e assassinos da Umbrella: Nicholai e Vector. Sobre esses três há grande mistério que envolve suas origens, pois é bem claro que todos já eram militares antes de se juntarem à Umbrella, mas o que faziam antes não é revelado. No entanto, no quesito mistérios, Hunk ganha de Ada de longe. Sabe-se que ele foi treinado na Ilha Rockfort, mas não se sabe quem o treinou (tenho medo de quem possa ter sido o mentor desse cara). Hunk é o mais frio dos agentes da U.S.S., a equipe especial de agentes da Umbrella e tem algo em comum com Nicholai: ele é um dos poucos capazes de agir sozinho, tem grandes talentos em combate e em sobrevivência e não se abala por nada. É conhecido como o homem que coloca a missão acima de tudo e não deixa nada ficar em seu caminho. Antes do início do caos em Raccoon, Hunk havia sido nomeado líder da equipe Alpha da U.S.S. e enviado com outros pra tomar posse do Vírus G, que estava com William Birkin, cientista que se recusava a entregar sua descoberta nas mãos da Umbrella. Durante a missão, William, após ser alvejado mortalmente por um dos membros da equipe Alpha, se injeta com o Vírus G e sofre mutações. Ele sai em perseguição à equipe e Hunk foge com os outros tendo em seu poder a maleta com as amostras dos Vírus T e G. Durante a fuga, várias amostras de ambos os vírus tem seus recipientes rompidos e se espalham pelos esgotos. Quase todos os membros da equipe Alpha são eliminados, exceto por Hunk, que sobrevive e escapa, mantendo o apelido que ganhara de Sr. Morte, por ser normalmente o único a escapar vivo das missões onde era mandado. Uma curiosidade é que Hunk não dá sinal de vida antes do início do caos na cidade, embora ele chegue nos esgotos da Delegacia de Polícia de Raccoon para seguir ao laboratório subterrâneo da Umbrella dias antes. Já no meio da pandemia o mesmo faz contato com a equipe de extração e escapa sozinho pelo meio dos zumbis e criaturas que infestavam as ruas de Raccoon até chegar ao helicóptero com seu passaporte para a liberdade. O que ele fez e como sobreviveu durante o tempo em que ficou desaparecido é um mistério. A última missão de Hunk para a Umbrella foi escoltar o transporte do Tyrant T-078 até a Ilha Rockfort a pedido de Alfred Ashford. O mesmo não se sentiu à vontade, mas como o soldado perfeito que era aceitou e cumpriu a missão. Dizem que Alfred o escolheu para esse trabalho, pois se o Tyrant T-078 se livrasse da contenção onde estava poucos seriam capazes de contê-lo e Alfred acreditava que Hunk fosse um desses poucos. No entanto, o transporte se deu sem maiores problemas. Depois disso a Umbrella foi dissolvida e desapareceu e nunca mais se ouviu falar do soldado. Acredito que Hunk ainda sirva como mercenário à algum grupo militar capaz de pagar por seus serviços e oferecer a ele trabalhos dignos de seu potencial. Além disso, creio também que se ainda houverem quaisquer resquícios da Umbrella em algum lugar do mundo, Hunk, assim como Nicholai certamente está lá. Duvido que qualquer um dos dois fosse capaz de encabeçar uma corporação de tamanho porte, mas são peças essenciais para que uma empresa assim fique de pé. A idade de Hunk, assim como quaisquer informações pessoais sobre ele são um completo mistério, a única vez em que seu rosto foi visto na história do jogo em Resident Evil foi no epílogo de Resident Evil 3. Eu estimo que ele deva ter idade aproximada à de Nicholai, pouco mais ou pouco menos que 50 anos.


~ Wolfpack: Em setembro de 1998 a Umbrella havia enviado para Raccoon a equipe Delta da U.S.S., codinome Wolfpack, com a função de destruir evidências e eliminar qualquer sobrevivente com provas contra a corporação. A equipe reunia seis soldados com as maiores capacidades entre seus semelhantes, sendo eles: Lupo, líder da equipe, também chamada pelos membros de Wolf Mother, uma ex-agente das Forças Especiais Francesas, fuzileira especialista em armas e com grande conhecimento em campo, veterana experiente e admirada e respeitada pelos companheiros; Beltway, especialista em demolição que foi dispensado do Corpo de Engenharia do Exército dos Estados Unidos após um misterioso incidente, o que lhe custou uma perna e mesmo assim continuou ativo depois de fazer uso de uma perna mecânica; Bertha, ex-militar e e médica de campo que pensa que a dor é parte da questão e que anestesia é um luxo e não uma necessidade; Vector, especialista em reconhecimento e artes marciais, treinado na Ilha Rockfort ao lado de Nicholai pelo próprio Sr. Morte, Hunk; Spectre, um ex-espião fugitivo da antiga União Soviética, maior especialista em segurança da U.S.S., transferido para a Wolfpack graças aos seus grandes talentos e Four-Eyes, uma cientista especialista em virologia, tão aficionada por sua pesquisa que chega a ignorar sentimentos, relacionamentos e até mesmo o contato com outras pessoas para manter-se focada em seu objetivo. Essa equipe de “especialistas” bastante incomuns foi designada para ajudar Hunk após o restante da equipe Alpha da U.S.S. ter sido eliminada e posteriormente ordenados a caçar e eliminar Leon S. Kennedy, que fugia da cidade com provas contra a corporação. Ao serem deixados para trás na cidade condenada pela Umbrella e serem alvos do assassino Nicholai Ginovaef os mesmos deixam Leon partir e se voltam contra a corporação que os contratou. Resident Evil Operation Raccoon City não faz parte da cronologia oficial da série e portanto, tanto eventos quanto acontecimentos com personagens em sua história não são oficiais. Mas é bom pensar que se Leon e outros escaparam de Raccoon e essa equipe esteve presente no ocorrido é bem provável que eles também tivessem escapado. Dada a afinidade entre os mesmos, ainda que alguns possam parecer egoístas em suas ações, seria improvável que eles se separassem e após a fuga da cidade condenada não seria descartável a ideia de que eles tivessem algo a ver com a queda da Umbrella apenas por vingança. Se estiverem vivos atualmente, a ex U.S.S. Deltha Team Wolfpack é certamente um dos grupos de espionagem e infiltração mais perigosos e experientes em ação pelo mundo todo.

Bom, galera, o artigo ficou enorme, muito maior do que eu pretendia. Até pensei em dividi-lo em duas partes, mas achei melhor manter tudo junto pra quem estivesse interessado. Enfim, diversos outros personagens ficaram de fora e eu sei que os fãs tem as mais variadas suposições do que houve com cada um deles, essa é a minha opinião em alguns casos. Aos que leram até aqui, obrigado pela leitura e pelo apoio.

Agradecimentos especiais ao nosso amigo Joselton Freitas que selecionou as imagens para esse artigo.

Dan Yukari – Administrador do blog.

Casais em Resident Evil


Clichê, caça-níqueis ou apenas detalhes?

Uma coisa que muitos fãs vivem discutindo é a sexualidade dos personagens de Resident Evil. O que acontece com os casais, quem fica e quem não fica, como anda aquele chove e não molha de sempre? Não que isso influencie em qualquer coisa, mas muitos fãs já aceitaram os diversos jogos da franquia com os muitos capítulos de uma novela mexicana e isso gera uma discussão que vai longe nos fóruns e grupos. Mas aí eu venho com uma pergunta que acima de todas deve ser de longe a mais importante: isso é relevante? Pra mim existem duas respostas, sim e não.
Mas como assim duas respostas? – você deve estar se perguntando. Pois bem, o diferencial crucial nessa questão está em até onde esse relacionamento entre determinados personagens segue e interfere na história. O que vemos comumente são os climas de seriados americanos e animes japoneses, coisa que é bem estranha pra muitos fãs da franquia que não curtem (ou apenas não entendem mesmo) sobre o que está rolando. Em alguns casos, os personagens ficarem próximos demais torna o papel deles na trama totalmente fora de foco e inadequado. Pra quem aí disse que isso não tem nada a ver, vamos lembrar que Resident Evil é um jogo e portanto os heróis tem que ser acima de tudo heróis, o que só é possível quando isso está acima das outras necessidades que o personagem tem. Vamos imaginar em um exemplo Chris e Jill casados, ele provavelmente, dado seu espírito super protetor e patriota, não iria mais querer a esposa em missões de campo, ter a parceira junto é uma coisa, a mulher já é bem diferente. E a própria Jill, como ficaria nessa história? Ela não aceitaria a ideia de sair de cena, ficar nos bastidores ao passo que o marido está pelo mundo arriscando a pele. Além disso, e se ambos fossem para uma missão e na hora de uma decisão crucial houvesse um jargão clássico do tipo “Eu sou seu marido e estou dizendo pra você ficar que eu cuido disso, está me entendendo?”. Quem aí pensa que isso não aconteceria está bem enganado, isso acontece com qualquer casal. Mas temos então dois parâmetros de avaliação aqui: um, caso nunca houvesse uma discussão entre eles, isso pareceria real ou só seriam casados no profile de personagem? E dois, se acontecesse, qual a influência disso no jogo e melhor ainda, o que isso teria a ver com a ideia principal de Resident Evil, afinal, isso é coisa pra Second Life ou The Sims, em Resident Evil o foco é manter a paz na base dos tiros quando é preciso.
Enfim, essa é uma discussão que muitos fãs não aceitam por envolver seus personagens preferidos e que nunca tem fim, mas verdade seja dita, não é o ponto principal de Resident Evil e dessa forma não há como ficar exigindo da Capcom um parecer disso. Cada um pensa como achar melhor e assim ficam os bastidores de Resident Evil na cabecinha dos fãs, imaginando qual a verdade por trás da sexualidade e relacionamentos entre os personagens.
 Aqui vamos apenas tomar alguns personagens como exemplos, analisando suas afinidades e personalidades, bem como a participação na história do jogo:


~ Chris Redfield e Jill Valentine.
A primeira dupla de personagens a surgir na trama. Chris e Jill são atualmente militares veteranos à serviço da B.S.A.A. Os dois nem sempre atuam mais como parceiros, vide os jogos mais recentes, RE Revelations e RE6, onde ambos aparecem em missões solo independentes. Mas não importando se eles estão juntos o tempo todo ou não, o que é visível na história é o elo de amizade entre ambos. Ainda que a maioria dos fãs veja um clima entre eles nas muitas cenas em que estão juntos, o que o jogo mostra na verdade são apenas flertes. Essas cenas são bem comuns entre pessoas que trabalham juntas, principalmente as que trabalham juntas há muito tempo, o elo de amizade é muito maior que a amizade comum. Eles poderiam aprofundar isso e ficarem juntos? Provavelmente sim, afinal ambos tem ideais parecidos, vidas estáveis e afinidades entre si. Mas isso não quer dizer que vão ficar, pois acima de tudo eles são soldados e um romance entre ambos não é a prioridade na história de Resident Evil.



~ Leon S. Kennedy e Ada Wong.
Embora a segunda dupla jogável em Resident Evil tenham sido Leon e Claire, foi em RE2 que começou o romance que chove e não molha entre o então policial Leon e a espiã Ada. Leon acabou com o passar do tempo evoluindo muito, se tornando um agente secreto veterano a serviço do governo americano e Ada apenas ficou ainda mais experiente na sua carreira de espiã e ladra que já tinha desde 98. O romance entre ambos é sempre salientado devido ao fato da espiã sempre aparecer onde Leon se encontra e enquanto ela furta algo em sua missão ambos se ajudam e ficam naquela troca de olhares de sempre. O mesmo não fala sobre ela (Helena pergunta a ele sobre Ada em RE6 e ele desconversa), mas o que ele iria dizer? Tudo o que ele NÃO SABE sobre a espiã? O romance entre Leon e Ada se baseia em olhares e salvamentos, tudo o mais além disso está na cabeça dos fãs, os dois sequer tem um diálogo mais longo ou estiveram perto um do outro tanto tempo quanto Chris e Jill, por exemplo. Por fim, como poderiam os dois ficarem juntos e estabelecerem um relacionamento se ele é um agente do governo e ela uma espiã que não serve a nenhum país (aparentemente, já que tudo sobre ela é um mistério), com uma ficha criminal do tamanho do Pacífico? Se ela aparecesse em público seria presa e encarcerada em uma cela tão fundo no subsolo que sentiria o calor do magma no centro da Terra. E no caso do agente decidir seguir sua vida ao lado da mesma sem ela se entregar, ele abriria mão de sua carreira, seus propósitos e ideais para fugir com a asiática, ambos deixando o mundo da ação? Ou mesmo ele mudaria de lado atuando com ela? Acho improvável que um sobrevivente de Raccoon que presenciou o caos que Leon viu com os próprios olhos mudar seus conceitos de forma tão radical do dia pra noite.



~ Jake Muller e Sherry Birkin.
O casalzinho mais recente da franquia, com sua única participação no criticado RE6. Jake é o suposto filho de Albert Wesker, grande vilão da série que foi morto por Chris Redfield e Sheva Alomar em RE5, na África. Em RE6 Sherry o encontra durante sua busca por alguém com anticorpos capazes de neutralizar o Vírus C. Nenhum dos dois, nem ela nem ele sabiam que ele era filho de Albert Wesker (quem aliás, a Sherry nem conheceu). Sherry consegue negociar com o badboy para que o mesmo permita usarem seu sangue em uma vacina e enquanto o escolta ambos são vítimas de perseguições, sequestros e altos combates de vida ou morte. Nesse vai e vem o mesmo descobre que Sherry, assim como ele, possui metabolismo diferente dos humanos normais, devido à exposição ao Vírus T quando seu pai o pesquisava. Ela também descobre que ele é filho do grande terrorista Wesker e ambos, por terem sido injustiçados em suas histórias e por passarem tanto tempo juntos acabam se aproximando. Há uma cena em que ambos estão se trocando ao lado de alguns armários em que Jake dá uma olhada para o corpo da jovem e quando a mesma vê ele se esconde, ambos aparentemente envergonhados. Muitos classificaram isso como um clima, mas esse tipo de cena é bem comum entre irmãos no Japão e muito utilizada em mangás e animes. Vale lembrar onde o jogo é feito originalmente, não é? Além disso, é bom lembrar que Jake, no final da história segue seu caminho sozinho e é visto na última cena lutando onde parece ser algum lugar da Ásia. Sherry, por sua vez, como agente do governo (assim como Leon) retorna com a amostra do sangue de Jake para o governo criar a vacina contra o Vírus C. Resumindo, além dos famosos flertes de trocas de olhares e dos gestos nas horas de tensão, onde está o clima entre ambos, que seguem seus caminhos separadamente no final da história?




Pois é, pessoal, esse assunto não tem fim, mas não esperem por nenhum posição da Capcom sobre o caso, o foco de Resident Evil é outro. Os flertes são clichês comuns que vendem a cena muitas vezes, então é bem provável que continuem acontecendo, mas o perigo para se combater é maior que a necessidade de namorar, então, que venha mais Resident Evil, pois nós fãs, estamos cheios de saudade de detonar contra o bioterrorismo.

Dan Yukari – Administrador da Blog.

Entrevista: Monique Alves - Resident Evil Database



Nome: Monique Alves
Idade: 28 anos
Ocupação: Empresária

Em primeiro lugar, obrigado por nos conceder essa oportunidade de conhecer melhor uma das pessoas mais simpáticas no quesito Resident Evil em âmbito nacional. É um prazer tê-la conosco um pouquinho aqui no RE:ViP.

REViP: Como começou seu “relacionamento” com Resident Evil? Foi amor à primeira vista ou o jogo lhe assustou de início? Que idade tinha nessa época?
Monique: Eu conheci Resident Evil aos 11 anos. Meu irmão, oito anos mais velho do que eu, tinha comprado recentemente o PSX, o cinzinha quadradão. Na época, como não podia ser diferente, nós fazíamos uso de jogos piratas, e comprávamos na 25 de Março. Um dia, fui com meu primo comprar jogos e levei uma listinha, criada pelo meu irmão. No meio desta lista estava Resident Evil. A princípio, enquanto a vendedora testava o jogo, eu não dei muita bola, mas, quando cheguei em casa e meu irmão colocou o CD no videogame, logo nos primeiro segundos da abertura live-action eu já me apaixonei! O problema é que eu morria de medo de jogar sozinha, então toda noite eu esperava até que ele chegasse do trabalho para ficar "assistindo" enquanto ele jogava!

REViP: Quem lhe apresentou ao mundo de Resident Evil? Você prefere as jogatinas de antigamente, com os amigos reunidos em casa (um jogando e dez dando palpites e opiniões) ou o novo sistema online que reúne pessoas de todas as partes ao mesmo tempo no mesmo lugar?
Monique: Fui apresentada pelo meu irmão, que foi apresentado por um dos amigos dele. Eu prefiro jogar entre amigos mesmo, até hoje me junto com amigos para falarmos/jogarmos Resident Evil, mas é claro que não dispenso uma boa jogatina online!

REViP: Qual estilo de jogo lhe agrada mais? Você classificaria os primeiros jogos da linha Resident Evil como “terror”? Se sim, acredita que esses jogos podem realmente assustar mais do que um pequeno susto enquanto se está jogando?
Monique: Eu sempre gostei mais de jogos que trazem alguma história, algum background, e que esta história vá se desenrolando ao longo do jogo. Jogos como Resident Evil, Silent Hill, Tomb Raider, Parasite Eve, Dino Crisis, The Last Of Us, sabe? Eu me assustava nos primeiros REs, até porque era bem novinha, mas o que me assustava antes não me assusta mais... A denominação "terror biológico" cai bem para a franquia, por causa da violência, do "gore", dos sustos... Mas não é bem um terror. Eu sempre tive mais medo com jogos de tema sobrenatural do que com elementos mais concretos, como são os zumbis e mutações causadas por surto viral.

REViP: Uma grande polêmica à respeito da franquia é sobre as várias mídias em que seus direitos foram liberados e a influência que cada um causa no outro. Na sua opinião, os filmes escritos pelo Paul influenciaram os jogos depois de seus lançamentos? Isso prejudicou a série de jogos de alguma forma ou os jogos já seguiam/seguiriam por esse caminho em sua opinião?
Monique: Eu não acredito que a influência dos filmes aos jogos seja assim TÃO grande. A única influência direta que eu vejo é na Rainha Vermelha, que veio dos jogos para os filmes como base na Alexia Ashford e depois dos filmes para os jogos como o sistema de segurança da Umbrella. Culpar os filmes pela mudança de direção dos jogos é absurdo, o que mudou os jogos de Resident Evil foi a necessidade de adequação ao mercado.

REViP: Qual dos jogos mais lhe atraiu e por quê? Há algum jogo que tenha lhe decepcionado?
Monique: O jogo que mais me atraiu na série, obviamente, foi o primeiro, o primeiro que eu joguei. Nenhum me decepcionou, eu gosto de todos de formas diferentes. :)

REViP: Que personagem mais lhe atrai na franquia? Você acha que a quantidade de protagonistas e a troca entre eles nos segmentos dos jogos prejudica de alguma forma a história?
Monique: Meus personagens favoritos são Jill, Chris e Wesker. Desde o primeiro jogo! Não acho que a quantidade de protagonistas prejudica o jogo, mas acho que Resident Evil 6 é como vários jogos dentro de um só, o que acabou tirando o foco de algumas campanhas e dando mais foco para outras. Por outro lado, talvez, as campanhas não conseguissem se desenvolver separadamente, como jogos individuais. Mas não é nada que eu acredito que prejudique o jogo ou a franquia.

REViP: Os fãs fazem de tudo para exprimir sua paixão por Resident Evil, de Cosplays a fan-arts, fanfictions e até mesmo tatuagens. Qual atividade de fã mais lhe agrada nesse meio que envolve a nossa querida franquia?
Monique: Aprecio todo e qualquer trabalho feito por fãs, mas o cosplay realmente me encanta! Não sou cosplayer, mas tenho amigos que são e a dedicação é simplesmente absurda! Valorizo demais este tipo de trabalho.

REViP: Como é manter um site como o Resident Evil Database? Como foi começar nesse mundo de entretenimento e informação inspirado pelo jogo? Atualmente quantos membros tem na equipe do site?
Monique: O Resident Evil Database é, na verdade, meu segundo site de Resident Evil. Trabalho com sites da série desde 2000, quando fundei meu primeiro site. Atualmente, estou sozinha com o REDb. Manter site não é fácil, mas tem seus prós, e estes acabam fazendo valer MUITO a pena.

REViP: Quais as dificuldades em manter um site como o Resident Evil Database? Como você faz para manter o contato com todos os fãs de Resident Evil e fãs da Monique?
Monique: Eu não tenho fãs, quem tem fãs é Resident Evil, e estes fãs se identificam comigo, ou talvez me acham louca demais! Hahahahaha! Quanto às dificuldades, acredito que a maior seja a financeira, para manter o site em um bom servidor. No caso do REDb, ele está em um servidor dedicado, que é caro e pago mensalmente, mantido do meu próprio bolso.

REViP: Quando você pensa em Resident Evil qual a primeira imagem e a primeira ideia que lhe vem à mente?
Monique: Eu sempre me lembro de coisas muito boas quando penso em Resident Evil. Ótimos momentos e ótimas pessoas que passaram e (algumas) continuaram na minha vida até hoje, graças a Resident Evil. :)

REViP: Entre os vários pedidos dos fãs em fóruns e sites as opiniões atualmente se dividem entre um reboot, remake e a continuação da franquia com um novo título numerado, o aguardado Resident Evil 7. Qual sua opinião no caso de cada uma das hipóteses?
Monique: A minha preferência é sempre pelos futuros títulos. Não apoio mais Remakes, pelo fato de que os responsáveis pelos games originais/clássicos já não estão mais na Capcom. No caso de RE2, o diretor Hideki Kamiya e o produtor (e criador da série) Shinji Mikami deixaram a Capcom há muitos anos. Tenho medo do resultado final de um remake sem os dois. Reboot eu acredito que seja MUITO drástico, e seria o mesmo que jogar 18 anos de Resident Evil no lixo. Sou contra, totalmente.

REViP: Você acha que após todos os percalços em mais de uma década de jogos e outras mídias a franquia de jogos Resident Evil pode vir a terminar? Em sua opinião, é possível que Resident Evil venha novamente a causar o mesmo impacto que causou em seu lançamento? O que seria necessário para que o jogo agradasse a todos os fãs de uma única vez – ou isso não é possível?
Monique: Cada lançamento de Resident Evil causa impacto. Cubro lançamentos de Resident Evil desde o CODE: Veronica X e cada lançamento traz uma comoção entre os fãs, eles ficam todos malucos, não param de especular o que acontecerá na série. É claro que a franquia acabará um dia, mas não vejo isto acontecendo tão logo, porque é rentável. Talvez eu não queira ver que o fim esteja iminente, mas espero que Resident Evil dure muitos, muitos, MUITOS anos ainda! <3

REViP: Muito obrigado por sua atenção e pelo prazer de nos oferecer sua companhia. Desejamos sucesso e realizações no Resident Evil Database e que a Capcom nos surpreenda com grandes e ótimas novidades relacionadas à franquia que tanto amamos. Até uma próxima oportunidade.
Monique: Agradeço imensamente pelo convite para esta entrevista. Desejo muito sucesso sempre para vocês e muito Resident Evil para todos nós! Grande abraço!